Mude os Seus Pensamentos, Mude o Seu Mundo

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Mude os Seus Pensamentos, Mude o Seu Mundo

Uma das frases mais comuns que ouço é : “Eu não tenho culpa do que acontece à minha volta”.

É verdade, realmente não podemos controlar todos os eventos que acontecem no mundo, mas podemos fazer uma coisa muito mais importante…..

Podemos controlar a forma como esses acontecimentos interferem connosco e com o nosso sistema.

Quando digo que somos responsáveis pela maior parte das coisas que nos acontecem a maioria das pessoas discorda de imediato, mostrando-se algo revoltadas e apresentando uma lista infidável de coisas que lhes fizeram vítimas da vida e do mundo.
E realmente, como já disse, não temos o poder (pelo menos de forma consciente) para alterar o que se passa em nosso redor. Mas, a forma como nos sentimos em relação a isso, não tem a ver com o acontecimento em si, mas sim com uma série de informação e memórias que fazem parte do nosso programa mental e que nos fazem associar determinados pensamentos e emoções ao acontecimento em si.

Ora vejamos este exemplo: Duas pessoas exatamente nas mesmas condições perdem o emprego.
A primeira vê o acontecimento como o fim do mundo, chora e lamenta a sua pouca sorte, sentindo-se uma vítima. A segunda, apesar de não se sentir satisfeita com a situação, vê o acontecimento como uma oportunidade para procurar algo que goste mesmo de fazer, para fazer um balanço da sua vida ou até para criar o seu próprio negócio.

Estamos a falar da mesma situação, percepcionada de duas formas completamente diferentes.

E porquê que isto acontece?

Ao longo da vida alimentamos o nosso cérebro com uma série de informações que ficam gravadas numa base de dados. Quando perante uma situação o cérebro acede a essa base de dados respondendo com a informação que encontra.

Imaginemos que a primeira pessoa sempre ouviu os pais a dizer que não ter emprego é uma catástrofe, que é preciso trabalhar muito para ter algo na vida, etc. Enquanto a segunda até tem na família casos de pessoas que começaram várias vezes do zero, vendo as adversidades como oportunidades de aprender e fazer melhor. E a lista poderia estender-se tendo em conta que muitos dos medos que temos já nascem connosco.
Estudos científicos confirmam que 50% da rede neurológica do bebé já vem formada no momento do nascimento, ou seja, podemos estar a responder com medos que já vêm dos nossos antepassados.
Por isso, é importante não se culpar. Não estou a dizer que a segunda pessoa é melhor do que a primeira. Estou apenas a mostrar como de forma insconsciente podemos responder com medos e emoções que nem sabemos que temos.

Sabendo disto, a minha proposta é apenas que observe.
Não se culpe ou responsabilize, mas também não culpe ou responsabilize o mundo por conspirar contra SI. Pelo contrário, olhe para uma situação na sua vida que gostaria de ver resolvida e coloque-se na posição de observador, perguntando-se o que pode encontrar de positivo nessa situação.
Por muito que lhe seja difícil fazer isto, tente encontrar uma coisa, por muito pequenina que seja.

Por exemplo aconteceu uma verdadeira catástrofe na sua vida, perdeu alguém muito amado. A culpa não é sua, mas o fato de culpar o mundo, Deus ou seja lá quem for não vai trazer de volta a pessoa amada. Permita-se sofrer, é legítimo que assim seja, mas a escolha entre continuar a viver ou morrer com a pessoa que partiu é apenas sua. Claro que é difícil encontrar algo de positivo numa situação destas, mas tente. Por exemplo, esta tragédia fez com que se tornasse uma pessoa mais forte e que deixasse de dar valor a mesquinhices e julgamentos.

Faça esta avaliação, por muito dura que seja, e tome consciência de que apesar de muitos dos seus pensamentos de medo e revolta terem sido herdados ou serem resultado de acontecimentos que a nível consciente já não tem memória, só voce pode agora escolher o que quer fazer com eles. Alimentá-los para que cresçam ainda mais ou despedir-se deles deixando ficar apenas as aprendizagens que foram feitas.

Por hoje é tudo. Continuação de uma semana MARAVILHOSA!

<em>Autor: Ana Rosa</em>

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